Opinião

Rafael Barbosa

O tudo ou nada

O partido mais português de Portugal vai a votos. Pode acontecer tudo e nada. Sendo certo que o "tudo" não é sinónimo de vitória de Luís Montenegro, da mesma forma que o "nada" não é sinónimo da continuidade de Rui Rio. Até aqui, reconheço, mais não se leu do que lugares-comuns e afirmações crípticas. Mas, afinal, não é sobretudo essa - frases feitas e jogadas obscuras - a matéria com que se faz grande parte da política nos dois maiores partidos do nosso sistema? Se alguém tem dúvidas, é só perguntar ao cidadão comum. Ou acompanhar o remoer das redes sociais. Voltemos ao princípio. Ser o partido mais português de Portugal será coisa boa? Para quem privilegia a busca de votos e a conquista do poder, será. E é isso que será avaliado, esta tarde, no Conselho Nacional do PSD: saber quem está em condições de chegar (e entregar) mais rapidamente o poder, que é o que exige sempre a elite dirigente do PSD (tal como a do PS), e mais ainda o pessoal intermédio dos aparelhos, que sobrevivem em torno dessas elites. Mais logo se saberá o que muda, seja com um novo líder, seja com um líder renovado. Mas, se essa mudança é uma mão cheia de quase nada (oposição) ou se conduzirá a quase tudo (conquista do poder), só saberemos a 6 de outubro, data das eleições legislativas. Por garantido só se pode dar que, com um líder ou com outro, o PSD continuará a ser um partido "catch-all" (o sucesso eleitoral em vez da ideologia, para resumir o conceito de Otto Kirchheimer). Às vezes funciona (Cavaco Silva garantiu uma década consecutiva de poder e respetivas prebendas), outras não (o PSD esteve sete anos seguidos afastado do Governo no tempo de Guterres). Quanto ao resto, seja o resultado de hoje, seja o de outubro, façamos como propunha um jogador de futebol, no que já merecia ser considerada uma máxima política de primeira água: prognósticos só no fim do jogo.

Nuno Melo

Saco sem fundo

Os portugueses estão cansados de impostos, com toda a razão. Os impostos são parcelas do trabalho alheio, de que o Estado se apropria. O Estado que gasta sem critério, dando o que não pode, não dispõe verdadeiramente do que é seu. Cada cêntimo sai dos bolsos dos contribuintes. Em Portugal, há muito que a voracidade fiscal ultrapassou limites de razoabilidade, fixando-se no limiar da extorsão tributária. Em muitos casos, os contribuintes trabalham mais de metade do ano exclusivamente para financiar o Estado. Não é normal.

A sua Opinião

Terminada a primeira volta da Liga, quem está mais bem posicionado para ser campeão?

Evasões

Compras

A mercearia de Vila do Conde onde tudo se arranja

Quando a fábrica de conservas onde trabalhava, em Vila do Conde, fechou, Vítor Costa foi gerir uma loja tradicional no Porto. Até que decidiu abrir um negócio próprio, perto de casa, para poder acompanhar mais os filhos pequenos. Queria que fosse uma mercearia à moda antiga, com produtos a granel, garrafeira e umas mesas para degustação; onde também se pudesse ir beber um café ou um copo de vinho. Assim nasceu, há menos de um ano, o Cantinho do Vítor. «Temos de tudo. O que distingue a loja é as pessoas virem cá perguntar por algo que, se não tivermos, […]

Fim de semana

8 ideias para um fim de semana com muita música no Porto e não só

O ano começa rico em música, com um evento especial na Casa da Música e um musical intemporal no Coliseu do Porto, para o qual um dos dias já se encontra esgotado. Mas este fim de semana faz-se também de um workshop sobre a técnica kokedama, uma feira em Vila do Conde e uma celebração de dois dias para comemorar mais um aniversário do Teatro Rivoli. Comida, deve ou de conforto, completa a lista de sugestões para os dias que se avizinha. Leia também: Porto: 9 restaurantes asiáticos que valem a pena visitar Vila do Conde: A rua onde se […]

Notícias

Lisboa vai ter pizas grátis amanhã na rua e em restaurantes

Esta quinta-feira, 17 de janeiro, assinala-se o Dia Mundial do Pizzaiolo – uma profissão reconhecida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade – e Lisboa prepara-se para não ficar de fora, com uma ação na Praça da Figueira, na Baixa, e uma campanha especial nos restaurantes Mercantina. Nas Mercantina Chiado e Alvalade, durante todo o dia de amanhã, quem pedir duas margherita só paga uma (9,50 euros e 9,20 euros, conforme o restaurante). As pizas são feitas pelo chef pizzaiolo Diogo Coimbra, que coloca a massa (feita apenas com água, sal, farinha e fermento) no forno a lenha a […]

Fim de semana

7 filmes que chegam às salas de cinema esta quinta-feira

Quinta-feira, já se sabe, é dia de novidades cinéfilas e esta semana não será diferente. Na fotogaleria acima estão sete dos filmes nacionais e internacionais que têm estreia nacional marcada para esta quinta, dia 17, nas salas de cinema de norte a sul do país. Drama, thriller ou comédia: o leque é variado, basta escolher. Leia também: 7 filmes para ver nos 7 dias desta semana na TV Arouca: passear entre fósseis, minas e paisagens de filme Há cultura no novo bar no coração de Guimarães

Fim de semana

Serra, história e sabores para descobrir em Vila Praia de Âncora

De um lado, é abraçada pela serra de Arga; do outro, beijada pelo mar. Vila Praia de Âncora, freguesia de Caminha, é um postal do Alto Minho à espera de (também) ser saboreado no inverno. E estes dias frios e soalheiros de janeiro podem muito bem ser até tão bons para conhecer, em modo mais aventureiro, esta terra que começa na serra e desagua no mar, sem o rebuliço veranil que enche de banhistas o seu longo areal. Para lá chegar, até se dispensa o carro, já que o comboio e as camionetas páram mesmo no centro da vila e […]